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Cirurgias Digestivas

O Dr. Giuliano Cigerza é especialista em cirurgias digestivas, tendo desenvolvido e aperfeiçoado suas técnicas, de modo a possibilitar que algumas cirurgias anteriormente feitas em campo aberto, sejam realizadas por via laparoscópica (ou seja, por vídeo e minimamente invasivas), facilitando a recuperação do paciente.

 

Cirurgia de Apendicite Aguda

A apendicite aguda é a urgência cirúrgica mais comum no nosso meio. O apêndice é um órgão anexo ao intestino grosso sem praticamente nenhuma função, que mede cerca de 6-10 cm de extensão e menos de 1 cm de largura.

 

A inflamação decorre da obstrução aguda da luz do apêndice, geralmente por um fecalito, levando ao comprometimento da circulação sanguínea e proliferação bacteriana. O principal sintoma do início de uma apendicite aguda é dor, que geralmente inicia ao redor do umbigo e tende a se localizar no quadrante inferior direito do abdômen. Há, geralmente, falta de apetite associada, podendo haver febre, náuseas e vômitos.

 

O diagnóstico é baseado na história clínica e exame físico do paciente. Exames laboratoriais e de imagem podem auxiliar no diagnóstico. O tratamento é geralmente cirúrgico, podendo ser realizado por via aberta ou por videolaparoscopia.

 

Cirurgias de Cálculos na Vesícula

Colelitíase é popularmente conhecida como pedras na vesícula. A vesícula biliar é um órgão pequeno, localizado abaixo do fígado, com a função de armazenar a bile, líquido que emulsifica a gordura. Ela se contrai e esvazia logo após uma alimentação rica em gordura. Pedras na vesícula são formadas por diferentes causas e acometem até 9% da população.

Na maioria das vezes, os cálculos não causam sintomas, mas quando ocorrem, apresentam-se como dor em cólica, em andar superior do abdôme, que pode irradiar para as costas, associado ou não a náuseas ou vômitos. Além da dor, os cálculos podem causar sérias complicações como migração de cálculos para o canal principal da bile, levando a icterícia e pancreatite, e causar obstrução da drenagem da vesícula, podendo levar a inflamação da mesma.

O diagnóstico de colelitíase é feito através de exames de imagem, sendo a ultrassonografia abdominal o melhor exame. Nem todos pacientes com colelitíase tem indicação cirúrgica, devendo ser individualizado caso a caso.

Caso necessário, o procedimento realizado é a retirada da vesícula biliar e dos cálculos sob anestesia geral. O procedimento é comumente realizado por videolaparoscopia, porém em alguns casos, é necessário migrar para técnica aberta.

 

Cirurgias do Refluxo

A doença do refluxo gastro-esofágico se caracteriza pelo retorno anormal de conteúdo ácido do estômago de volta para o esôfago, estrutura responsável por transportar comida da boca ao estômago. Essa patologia pode se manifestar por sintomas como sensação de queimação no peito, gosto ácido na boca, dificuldade de deglutir, asma de difícil controle, tosse sem explicação, alterações dentárias e outros.

Apresenta como fatores de risco sobrepeso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, café, hérnia de hiato e outros.


Paciente com refluxo gastro-esofágico de longa data pode evoluir com úlceras, estenoses, displasia e até câncer de esôfago.

Atualmente o tratamento medicamentoso da doença do refluxo gastro-esofágico costuma ser bastante eficaz, contudo em alguns casos selecionados pode-se haver indicação de cirurgia para corrigir o mesmo. Antes de realizar o procedimento cirúrgico é fundamental realizar exames para comprovar a existência de refluxo e avaliar o caso.

Em geral, a endoscopia digestiva alta é o primeiro exame para afastar complicações relacionadas. Outros exames necessários são a pHmetria esofágica de 24 horas e a manometria. A cirurgia geralmente é realizada por videolaparoscopia, sendo possível corrigir, se presente a hérnia de hiato, reposicionar a região do esfíncter esofágico inferior e confeccionar uma válvula anti-refluxo utilizando o próprio estômago.

 

Cirurgia Minimamente Invasiva

O desenvolvimento da tecnologia permitiu o aprimoramento da técnica operatória. A cirurgia videolaparoscópica é uma forma de cirurgia minimamente invasiva, realizada através de um equipamento cirúrgico especializado, desenvolvido para diminuir o tamanho das incisões e o dano tecidual.

O procedimento envolve o uso de uma câmera longa e fina, com uma luz na ponta, que projeta a imagem em uma TV de alta definição para visualizar e permitir manipular estruturas intra-abdominais, através de pequenas incisões de fora do corpo.

A cirurgia videolaparoscópica tem a vantagem de apresentar uma recuperação no pós-operatório mais rápida, com menos dor, menores cicatrizes e outros benefícios. Certas vezes, para segurança do paciente, opta-se por realizar a conversão para técnica convencional, aberta, se for evidenciado algo inesperado, que torne o procedimento tecnicamente de maior risco por via laparoscópica.

 

Diverticulite (Doença Diverticular do Cólon)

A doença diverticular do cólon é comum na população acima dos 60 anos. A mesma pode ter evolução totalmente benigna, sem nenhuma repercussão clínica. Contudo, os divertículos podem sangrar e também inflamar, quando conhecido como diverticulite aguda.

O quadro de diverticulite aguda geralmente se apresenta com dor em fossa ilíaca esquerda, associada a febre. Pode haver diarreia ou constipação. Os divertículos são facilmente diagnosticados na colonoscopia, porém na vigência de diverticulite aguda a tomografia computadorizada é o exame de escolha.

O tratamento da diverticulite aguda não complicada é clinico e consiste na utilização de antibióticos, caso evolua com complicações ou seja recorrente, a cirurgia tem papel importante, de preferência de forma eletiva, não de urgência.

 

Hérnias da Parede Abdominal

Hérnias ocorrem quando há protusão do conteúdo abdominal, através de um defeito da parede abdominal interna. As hérnias mais comuns são inguinais, umbilicais e epigástricas, mas também podem ser incisionais e lombares. Os principais sintomas são a dor e abaulamento locais, geralmente relacionados a esforço físico.

O diagnóstico é feito com exame físico do paciente, porém ocasionalmente são necessários exames de imagem para elucidar o diagnóstico e melhor programar a cirurgia. O risco da hérnia é que o conteúdo herniado possa encarcerar, não conseguindo ser reduzido ou, até mesmo estrangular, o que ocorre quando já há comprometimento da circulação sanguínea, com necrose e necessidade de cirurgia de urgência com ressecção intestinal.

O tratamento é sempre cirúrgico e, geralmente, são utilizadas telas de material sintético para diminuir o risco de recidiva. O procedimento pode ser tanto realizado por técnica videolaparoscópica como aberta, com a indicação devendo ser individualizada.

 

 

Tumores do Aparelho Digestivo

Tumores do aparelho digestivo tem elevada frequência na população. Cada órgão acometido, assim como cada tipo de tumor, se comporta como um tumor diferente, com diferentes frequências, prognósticos e tratamentos. Entre eles, podemos citar a neoplasia de esôfago, estômago, pâncreas, vesícula e vias biliares, fígado, intestino delgado, cólon e reto.


Para neoplasias do aparelho digestivo, algum tratamento cirúrgico geralmente é necessário, podendo ser combinado com quimioterapia e ou radioterapia. Um tratamento cirúrgico realizado por um cirurgião capacitado visa, não apenas a retirada do órgão doente, como também a retirada de cadeias linfonodais, durante o procedimento cirúrgico para diminuir o risco de recidiva.

Procedimentos oncológicos podem ser realizados por técnicas minimamente invasivas, com segurança, resultados semelhantes, ou até mesmo, melhores do que a via convencional.

Convênios

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